Arquivo da Categoria: Bicos-de-lacre

Época 2011 :: Novas aquições e experiências

Primeiramente quero-me desculpar. Faz bastante tempo que não actualizava a informação do meu blogue, resultado do pouco tempo disponível que ultimamente tenho tido.

Os resultados da última época de cria para mim foram os melhores de sempre, apesar de ter perdido ainda algumas aves.

Tirei 12 Bicos de Lacre, bizarro é que foram 11 fêmeas e apenas 1 macho. Independentemente disso, tudo aves de óptima qualidade;

Foi o segundo ano em que tirei faces de laranja. No total 4 aves emancipadas, mas que com uma vaga de frio súbita, acabei por perder 3 dessas aves. Apenas tenho uma anilhada. É uma fêmea. Não participou no Campeonato Mundial de Ornitologia porque tinha um pequeno defeito numa das patas, mas que não impede a ave de se reproduzir normalmente, pelo contrário. Poderia ficar triste, mas ao mesmo tempo descobri uma estratégia óptima para criar Estrildas Melpodas, que porei novamente em prática este mesmo ano. Mas é segredo por agora. A seu tempo será revelado.

Este ano adquiri 2 casais de Caudas de Vinagre, na minha tentativa de tentar reproduzir com sucesso a minha terceira espécie de estrilda. Este é o caminho que quero seguir e neste momento, fico feliz por ser uma referência internacional no que diz respeito à reprodução com Bicos de Lacre. E claro… não poderia deixar de agradecer a todos que vêm reconhecido o meu trabalho e com a conquista de mais uma medalha de ouro no Campeonato do Mundo.

Para esta nova época, espero que os resultados se mantenham ao mesmo nível da anterior. E claro… com muitas aves novas.

Bico de Lacre – Reprodutor 2010

Bicos de Lacre – Distinção dos Sexos

O inquérito apresentado há algum tempo, teve como objectivo analisar a política de imagem do blogue. Nesse sentido, publico agora um dos tópicos votado como um dos mais pertinentes, segundo o ponto de vista dos visitantes.

Nota: Em ambas as fotos, macho à esquerda e fêmea à direita.

Macho – Medalha de Prata 58º Campeonato Mundial de Ornitologia

Fêmea – Uma das vencedoras em equipas (medalha de ouro) no 58º Campeonato Mundial de Ornitologia

Nesta primeira abordagem, podemos ver que a lágrimas nos machos é mais evidente do que nas fêmeas e a cor mais viva. Como são aves novas, não se nota muito a diferença de cor no bico. A partir do 2º ano (normalmente),  o bico dos machos torna-se mais vermelho que o das fêmeas.

Esta foto é mais reveladora ao nível do dimorfismo sexual. Os machos apresentam uma mancha maior de cor vermelha no peito, em relação às fêmeas. Esta fêmea é de qualidade de exposição, de forma a que a distinção não é muito evidente. Mas machos e fêmeas apresentam um elemento que não induz em erro. Como devem reparar, na zona assinalada com o círculo, os machos são totalmente negros enquanto que as fêmeas são malhadas. Noutras fêmeas a distinção é mais fácil, porque são geralmente mais malhadas.

Bicos de Lacre passo a passo!

1 dia

1º dia

2 dias

2º dia

5 dias

5º dia

7 dias

7º dia

14 dias

14º dia

18 dias

19º dia

Face laranja e bico de lacre num viveiro comunitário/ Orange cheeked and common waxbill in a community vivarium

face laranja e bico de lacre

Informação geral/ General information

Antes de mais gostaria de ressalvar, que todos os artigos publicados são baseados na minha experiência pessoal, pelo que algumas informações podem ser complementadas com bibliografia.

Comecei a reproduzir bicos de lacre, em viveiros de 60x60x60 com resultados positivos. Um dos primeiros obstáculos é o facto de a sua reprodução não ser aparentemente fácil, requer tempo e muita paciência, mas assim que estes se começam a reproduzir, muito dificilmente o deixarão de fazer. Agora tenho-os a reproduzir com muita facilidade e com elevados níveis de sucesso. Para colmatar esse obstáculo, devemos juntar os casais cerca de um ano antes da época de reprodução, de modo a que as aves se familiarizem e mesmo assim, no meu primeiro ano não tirei muitas crias, apenas 3. No ano a seguir (2000) tirei 7 aves, dos quais 4 machos foram ao Campeonato do Mundo (evento que foi acolhido em Portugal em 2001), sendo estes consagrados com uma medalha de prata.

São aves que apesar de resistentes, preferem ambientes temperados, com bastante luz natural. É crucial que os viveiros não disponham rede de fundo, pois são aves que adoram passear pelos fundos dos mesmos, devendo ter também, sempre grite á disposição.

Um dos factores a ter em atenção é que quando estabelecemos um casal, nunca o deveremos desfazer na época de reprodução, pelo que pode por em causa o sucesso desse ano. Não se deve utilizar sistema de rotação, como no caso dos canários em que podemos ter um macho para várias fêmeas, no caso dos bicos de lacre isso não é aconselhável, pelo menos comigo nunca resultou. São aves que gostam de muito sossego quando iniciam a postura, pelo que podem abandonar o ninho facilmente.

Em termos de ninhos, os meus preferem ninhos de java, como poderá verificar na fotografia abaixo. Material para o mesmo uso fibra de côco e alguma vegetação seca.

Ninho

Ao nível da alimentação, dou uma mistura de exóticos com uma maior percentagem de paínço, paínço vermelho e milho japonês.

São aves que gostam de verduras, em observação no seu habitat natural verifiquei que estes gostam bastante de espigas de milhã (não sei o nome científico, mas é assim que os antigos da minha região lhe chamam) e de capim, coincidindo a sua reprodução também em estado selvagem com o aparecimento destes. Não é fácil ter um casal que goste muito de papa, na verdade os meus não lhe pegam muito bem, é uma coisa que deve ser feita gradualmente.

Actualmente e depois de uma interrupção de 6 anos, mudei o sistema de criação. Sou apologista do sistema em colónia, os meus resultados levaram-me a optar por esta via, tem um factor negativo que é o controlo das crias, mas em termos reais, as aves criam muito melhor. Agora tenho-os num viveiro de 2m2 com vegetação natural, isto não permite só fontes de cálcio naturais, como também tem algum alimento vivo.

Estou neste momento a tentar produzir mutações, sendo o próximo ano decisivo para a fixação das mesmas. Tudo porque há uns anos atrás ofereceram-me um macho pastel selvagem, simplesmente explêndido, mas aprendi da pior forma que não devemos trocar casais durante a reprodução. Actualmente existe a variação cromática de bico amarelo, mas em nada me seduzem. Espero um dia ter aves isabéis e quem sabe algo ainda mais revolucionário, sei que estou no bom caminho.

Espero que esta informação vos seja útil, caso tenham alguma questão a colocar, poderão fazê-lo deixando o vosso comentário ou entrar em contacto através do meu e-mail.

English

I would first like to point out that all published articles are based on my personal experience, so some information may be supplemented with a bibliography.

I started to breed waxbills in nurseries of 60× 60×60 with positive results. One of the first obstacles is the fact that their reproduction is not apparently easy, requires time and patience, but as soon as they start to breed, very difficult they´ll stop it. Nowadays they breed very easily and with higher levels of success. To overcome this obstacle, we should join the couples about a year before the breeding season, so that the birds are comfortable and still, in my first year i didn´t  got many youngs, only 3. In the year following (2000), i  took 7 birds, including 4 males that participated at the World Cup (an event that was held in Portugal in 2001), which were set with a silver medal.

Despite resistance, they prefer temperate environments, with plenty of natural light. It is crucial that the network of nurseries do not have substance, they are birds that love walking by the bottom of the cages and should also have, always sand provision.

One of the factors to keep in mind is that when we set a couple, we should never discard in the breeding season, which may jeopardize the success of this year. We shouldn´t  use the rotation system, such as canaries in which we can have a male for several females in the case of waxbills is not advisable, at  least with me it never worked. They are birds that like to start very quiet during the posture, which may leave the nest easily.

In terms of nests, I prefer nests of java´s, as  you can see in the photo below. Material for the same i use  coconut fiber and some dry vegetation.

At the food, give a mixture of exotic with a higher percentage of millet, red millet and maize Japanese. They are birds who like vegetables, under observation in their natural habitat they noticed quite like the ear of corn (do not know the scientific name, but that is how the oldest people in my region  call it) and grass, matching their reproduction also in the wild with the appearance thereof. It is not easy to have a couple that like much of pope, actually mines don´t take take my very well, is something that should be done gradually.

Today and after a break of 6 years, i changed the breeding system. I am in favor of the colony, my results have led me to choose this way, is a negative factor which is the control of the offsprings, but in real terms, the birds breed much better. Now I have them in a nursery, 2m 2 with natural vegetation, this can not only natural sources of calcium, but also have some live food.

I am currently trying to produce changes, the next year  will be crutial to fixing them. All because a few years ago, a friend  offered me a wild pastel male , simply explendid, but learned in the worst way that couples should not be changed during breeding season. Currently there is a color variation of yellow beak, but they don´t  seduce me. I hope one day to breed Isabel birds and who knows something even more revolutionary, I know I am on the track.

I hope that this information could be useful, if you have any questions to ask, you may leave your comment or contact me through my email.

Génese/ The beginning

Os bicos de lacre foram as minhas primeiras aves de gaiola. Um dia, por acidente, encontrei três aves com cerca de 21 dias no chão, o ninho encontrava-se parcialmente destruído e como tinha um casal em casa com cerca de 2 anos de gaiola peguei nas crias e levei-as para casa. Uma das crias como se encontrava já muito débil morreu no dia seguinte, mas para meu espanto, as outras duas nos dias seguintes estavam vivas e de boa saúde. Eu não queria acreditar no iria ver a seguir, os bicos de lacre adultos tinham assumido as duas crias como suas dando comida no bico às mesmas. Foi assim que tudo começou, ainda hoje recordo este momento como se fosse hoje, dando o mote de partida para o que viria a seguir: a reprodução em cativeiro de bicos de lacre. Passados 3 anos iniciei um ciclo de experiências, que ainda hoje perdura com os estrildas astrilds.

English

Waxbills were my first birds. One day, by accident, I found three birds,  about 21 days in the ground. The nest had been partially destroyed. Since i had a couple at home about 2 years in captivity, i caught the chicks and i took them home. One of the youngs  was already very weak and died the next day, but to my surprise, the other two in the following days were alive and well. I did not want to believe in what i would  see , the adults adopted the two chicks, feedind them. This is how it all began, still remember this moment as if it were today, this was the point of departure for what was to come: the reproduction in captivity of waxbills. 3 years later, i  started a cycle of experiences, which still remains with  Estrilda astrild.


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